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terça-feira, 19 de outubro de 2010

~ à dEscObeRta dE poRTugaL (cAstElo D'ouRÉm) ~

Já tinha ido visitar, mas só recentemente consegui tirar as fotografias ao Castelo de Ourém.


Das várias lendas que se contam sobre a origem do nome Ourém (que antigamente se chamava Abdegas-hum não sabia), a que gostei mais foi a história de amor. Na época da Reconquista, o cruzado espanhol Gonçalo Hermingues capturou a filha do poderoso muçulmano de Alcácer do Sal. A formosa jovem dava pelo nome de Fátima. Rapidamente se apaixonaram um pelo outro e Fátima converteu-se ao catolicismo. O nome de baptismo que recebeu foi Oureana e posteriormente casaram-se. Mas não chegaram a viver felizes para sempre pois Oureana morreu muito jovem e o cavaleiro, inconsolável, tornou-se monge na abadia cisterciense de Alcobaça, fundada por S. Bernardo. Esta abadia instituiu um priorado nos montes vizinhos para onde foi enviado o Irmão Hermingues. Este apressou-se a trazer para perto de si os restos da sua amada, que deu nome ao lugar que ainda hoje se chama Fátima.

Situado no alto de uma colina, este edifício medieval apresenta uma vista panorâmica de cortar a respiração.


O castelo primitivo foi ganho aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1136, mas o castelo actual, em forma triangular foi construído em 1178.
É composto por 3 torres num perímetro triangular, sendo que no centro do terreiro é possível encontrar uma cisterna ogival, alimentada por uma fonte.


A torre virada a noroeste chama-se "Torre de D. Mécia" em memória da rainha com o mesmo nome, esposa de D. Sancho II.


Do lado norte do castelo situa-se o "Terreiro de S. Tiago", no centro do qual se encontra a estátua de D. Nuno Álvares Pereira, 3º Conde de Ourém, que terá partido deste castelo para a célebre Batalha de Aljubarrota.




Do lado sul encontra-se o Paço do Conde D. Afonso, seguido de 2 imponentes torreões. O Conde D. Afonso, neto do rei D. João I, transformou o castelo em paço residencial.


Contaram-me, e eu achei que faz sentido, esta porta é chamada Porta da Traição porque todos aqueles que o faziam eram convidados a atravessá-la. Nota: Vai dar a um grande ... nada


Foi ele, também, que mandou construir à entrada da vila a fonte gótica com pedra de armas.


De notar algo semelhante com um labirinto à entrada do Paço. Na realidade, representa uma chave, que seria uma passagem secreta entre o Paço dos Condes e o castelo. A antiga ponte que ligava o Paço a um dos torreões defensivos já não existe.


Com o aumento da população, tornou-se necessário aumentar as muralhas para proteger a vila, Actualmente ainda existem as Portas da Vila e as Portas de Santarém.



Dentro das muralhas, de ruas estreitinhas, ainda é possível beber uma ginjinha e visitar a igreja, parcialmente destruída aquando do terramoto de 1755 e, claro, recuperada. Foi nesta igreja que os meus pais deram o nó e é também, na cripta de baixo do coro que jaz sepultado em soberbo mausoléu o Princípe D. Afonso.



De notar que o túmulo se encontra danificado devido à invasão das tropas napoleónicas, no contexto da Guerra Peninsular, pois pensavam que nele se poderiam encontrar tesouros.
Segundo o meu tio, isto servia para limpar os sapatos antes de entrar na igreja (na altura já se pensava nestas coisas)

E foi assim, uma visita ao
Castelo de Ourém...

3 comentários:

André Mendes disse...

"no local que ainda hoje se chama Fátima"
não será ... Ourém
:p

ºOº ...cHá... ºOº disse...

Não. É mesmo Fátima!! Os restos dela não estão em Ourém!! (Segundo a lenda)

adriol disse...

ui, ui as coisas que ela sabe, ou será que foste à internet cuscar, interessante, as imagens estão muito boas, nem sabia que o castelo estava assim tão arranjadinho, já serve de bilhete postal para o turista ver, ainda bem.