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bEinG haPpY!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

~BAd dAy~

Sinto-me pessimamente. Não só fisicamente (com dores de garganta, cabeça, costas e náuseas), mas psicologicamente (deve ser algum desígnio de Deus).
Como é que posso ser tão egoísta? Parece que só penso em mim e não quero saber dos outros. Quando é que me esqueci que para ser verdadeiramente feliz tenho de pôr quem amo à frente? Ainda ontem fui à missa pedir perdão pelos meus pecados e acabo de fazer asneira. Será que não faço nada direito? Bolas!! Que parva!!
E o que é pior nisto tudo é que os sentimentos continuam cá apesar de saber que é errado senti-los. Como é que se faz para mandar embora os sentimentos maus? Anyone?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

~caRTas dE aMOr~

Será que escrever cartas de amor é desadequado para os tempos de hoje?
Sempre escrevi muitas cartas e, claro, adoro recebê-las. Aquele sentimento de ansiedade e nervosismo antes de abrir a caixa de correio para depois ler o meu nome naquele espacinho destinado ao destinatário. Aquela sensação fantástica de ter nas minhas mãos um envelope gordinho que passou por tantas mãos até chegar a mim. E saber que a pessoa que mo enviou perdeu tempo a escrevê-la e pensou de facto em mim. Ainda é melhor quando sabemos que essa pessoa gosta de nós ao ponto de o dizer nessa mesma carta, e que tem as mesmas esperanças e sonhos que eu. Depois ainda há o toque pessoal da carta ter um papel especial ou um perfume que nos faz lembrar essa pessoa. Sem esquecer que a escrita à mão da pessoa nos pode fazer sentir que ela está mesmo lá a falar connosco.
Quando estamos longe as cartas de amor são tão reconfortantes!! A mão do nosso amado tocou mesmo naquelas folhas, quase que dá para sentir. As palavras doces e a difícil despedida no final com a sua assinatura tornam tudo tão real. Não queremos esquecer que aquilo que vivemos foi realidade e não um sonho.
Quem não gostaria de se sentir assim?
Por isso, volto a perguntar: será desactualizado escrever cartas de amor?

sábado, 12 de dezembro de 2009

~Txáááuuurrr~

Aqui estamos nós na recta final das aulas. Os trabalhos vão andando, alguns mais depressa, outros nem por isso!! Espero que consigamos acabar antes de 6ª feira, para depois termos as férias todas para estudar para os exames. Que ridículo!! Ficar contente por ter as férias para estudar para os exames. Enfim!!
Aprendi hoje na casa do ÉmeÉne a fazer tostas mistas com oregãos. Parece mesmo uma pizza!! E se pusermos tomate então aí é que parece mesmo. Genial!! (para que conste foi o JoLi que ensinou).
Estou neste momento a tomar um chazinho de "baunila" do Lord Nelson que foi a HaHa Gomas (cujo nome tem uma, não, várias histórias interessantes --> não percam o próximo episódio, porque nós também não) que confeccionou "pá geinti" --> apartir de agora esta cor é para ler em "brásileiro".
A minha famelga foi ao cinema ver o Lua Nova e eu a trabalhar. Fogo!! Mas bem, vou tentando ver Pontes e adiantar trabalho para que também eu possa finalmente descansar!! Ufa!!
Por isso,
"Txáááuurrr! Mandá leumbraunçár!"

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

~Um elefante nunca esquece~

Como me disse uma pessoa sábia: "um elefante nunca esquece", e por isso mesmo, decidi deixar aqui mais um post para contar mais um capítulo da minha história.
"Frio. Está frio lá fora. E a minha cama está tão quentinha. Mas são 8h e tenho de me levantar. Apesar de ser domingo, combinámos trabalhar em casa do Émeéne para adiantar trabalho. Temos pontes, edifícios e lajes para estudar. Assim dito parece pouca coisa, e na realidade até é considerando a quantidade de coisas em que tenho pensado e me vão enchendo a cabeça.
Sou uma privilegiada, e não me devia queixar. Tenho comida, cama e roupa lavada todos os dias e sempre que preciso tenho a famelga que nunca me deixa mal. Às vezes até a minha mana me chega a dizer mais de duas palavras por dia, tipo "Olá! Cheiras mal!!!". E é tudo! Enfim...
Tenho saudades de fazer desporto e dançar. É das coisas que mais gosto de fazer e deixa-me realmente feliz. Mas quando temos responsabilidades temos de saber escolher acertadamente. E será que o certo será o que nos deixa felizes? Penso que a longo prazo talvez, mas o melhor seria conseguir conjugar tudo. Infelizmente, a minha capacidade mental não chega a tanto! Sou rapariga mas há muitas coisas que não consigo fazer simultaneamente. Por exemplo, conduzir e ter uma conversa decente ao telefone. Não dá mesmo!!
Quanto a romance, vai melhor do que nunca. Estou realmente feliz e nem quero acreditar na sorte que tive em o encontrar. Também tenho experienciado dissabores nesta odisseia da vida, que me ajudaram a perceber o quanto gosto do P. Quando as coisas parecem perfeitas e estão encaminhadas, acontece sempre algo que acaba por estragar a calmia. Da última vez que fiquei triste com o P. ele disse-me coisas que me magoaram, e mesmo não querendo sentir-me magoada foi assim que me senti. Ele pediu desculpa, que é algo que eu valorizo muito (é preciso muita coragem para admitir que se errou), mas mesmo assim não consegui deixar de me sentir mal. Adormeci pensanso que estaria tudo bem no dia seguinte, mas não estava. Fui para as aulas convicta de que iria passar mais um dia mau. O horóscopo do Destak dizia que
"Amor: Este é o momento exacto para se reconciliar com um amigo. Resolva os desentendimentos através do diálogo."
Parece que às vezes os horóscopos até acertam. Incrível!! A carta que recebi nessa manhã veio provar isto mesmo e foi através do diálogo que deixei de ficar zangada. Por isso, as cartas são uma boa maneira de dialogar, quando custa dizer as coisas na cara, ou pelo menos ajuda a suavizar! E mais se forem de amor podem perdurar... Como um pequeno tesouro secreto!!
Custa bastante dizer a uma pessoa de quem nós gostamos que ela nos magoou porque não estamos preparados para que isso aconteça, mas é um mal necessário e a recompensa que daí advém é melhor, porque ganhamos mais força e amor para enfrentar o próximo obstáculo. De certo modo, é como ganhar calos!! Ai, ai...
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhh!!
Já são 8h20 e o JoLi já tá a sair de casa para vir apanhar boleia. É exponencialmente louco como o tempo passa a voar quando pensamos em coisas boas. Bem, agora é que é, tenho de me levantar... 1... 2... 2.5... 2.75... 3! Brrrrrrr, que frio!"

domingo, 8 de novembro de 2009

~ uM amiGo É uM BEm, uM tesOurO qUe sE teM ~

NOTA: Ouvir esta música enquanto se lê o texto. Ajuda a relaxar e a entrar no espírito do que vou dizer (a música é linda, não é?)
O que fazer quando um amigo nosso precisa de ajuda e nós não podemos fazer nada para o ajudar? Que sensação de impotência! Devíamos saber o que dizer nestas situações e porém nada me ocorreu senão usar a expressão "a falar é que a gente se entende!!". Em parte é verdade, mas nem sempre se resolvem assim os problemas. Há que arregaçar as mangas, respirar fundo e ganhar coragem para enfrentar um novo dia que se avizinha. Mas não estamos sozinhos! Estamos de rodeados de pessoas que gostam de nós e , apesar de por vezes fazerem palermices e nos irritarem ainda mais, é a elas que vamos buscar forças! Mas há quem se contente simplesmente com desabafar e ser ouvido. Por exemplo, no meu caso. Sou uma pessoa cheia de dramas, e se não pudesse desabafar o mais provável era já estar internada. É por esta razão que escrevo um blogue ou mantenho um diário. Quando estamos zangados podemos dizer coisas de cabeça quente e que na realidade não sentimos. Dizer o que se sente na altura permite libertar outros sentimentos que poderiam vir a magoar alguém que nos é muito querido. Gosto também de ouvir os outros desabafarem, pois para além de ser muito cusca (por isso é que é bom ser rapariga, já é expectável que assim o seja), gosto de acreditar que essas pessoas confiaram em mim o suficiente para me contarem o que lhes vai na alma.
Deixo aqui duas frases que reflectem bem o valor da amizade:
"Um amigo é a ponte para um mundo de largos horizontes. Pelos seus olhos vemos nitidamente como pelos nossos. Ouvimos mais com mais distinção, pensamos com mais profundidade, exploramos um país que desconhecíamos. Precisamos de carinho e bondade - e alegramo-nos com a descoberta de que eles também precisam disso."
"Obrigado por saberes o que é preciso fazer e por o fazeres, como por exemplo dar um abraço, aplicar uma ligadura ou preparar uma chávena de chá. Obrigado também por saberes quando não é preciso fazer nada."
Dedicado a ti, meu amigo, lembra-te que estarei sempre ao teu lado...

~No Parque Mayer~

Como alguns podem saber, outros nem por isso, durante uns tempos houve festa no Parque Mayer, com música e dança. Já devem também ter percebido pelo meu blogue que adoro dançar e uma vez que o meu professor fez parte do espectáculo não podia deixar de comparecer. Consegui convencer a minha mãe e a minha sis a irem comigo e felizmente não choveu (uhuh), porque aquilo era ao ar livre, e o meu pai fez o obséquio de fazer de motorista ("oh, obrigado Ambrósio"). Gostei imenso e soube-me a pouco. Os dançarinos estiveram simplesmente à vontade e a divertirem-se e isso passou para o público. Por sorte não choveu e até esteve calorzinho à noite, tendo em conta que nos dois dias anteriores choveu torrencialmente. No final do espectáculo houve uma pequena aula de dança, que na noite em que fui foi o Merengue. Foi mesmo divertido!!
É fantástico assistir a profissionais a dançarem com tanta paixão! Conseguia-se mesmo entrar no espírito. Nunca fui, mas deve ser a mesma sensação que se tem quando se vai ouvir música ao vivo, e nos sentimos enlevados na melodia. A minha dança favorita foi esta:
É um jive "super-hiper-mega" rápido. O rapaz parecia que se desmanchava todo. Bué cómico. E há um passo que ele faz no minuto 2:40 que eu adorava saber fazer. A primeira vez que vi esse passo foi num dos melhores jives que já vi e o passo aparece no minuto 0:23:

Um dia quero ir ver um campeonato nacional e talvez quem sabe possa ir à competição da Blackpool, que é só o paraíso das danças de salão.

sábado, 24 de outubro de 2009

~a REaLidadE~

Bem, faz algum tempo que não escrevo nada aqui e por isso decidi exprimir um pensamento que me tem "assombrado" nos últimos, vá lá, meses. Há uns tempos atrás li no jornal Destak uma história da autoria de Luísa Castel-Branco que me deixou a pensar. Dizia o seguinte: "Terça-feira, 20 de Outubro de 2009 Isto sim, é a realidade. José Gomes de Macedo, de 62 anos, que vivia há oito anos em Beauregard, terá morrido há dois anos mas apenas esta semana foi encontrado. "Este foi o momento mais chocante de toda a minha vida diplomática de mais de trinta anos", admitiu o embaixador de Portugal em Paris. A notícia surgiu no Destak bem como em muitos outros jornais. Nos arredores de Paris, numa localidade habitada quase exclusivamente por emigrantes, num andar de um prédio, este homem morreu há 730 dias. Os vizinhos dizem agora que era um homem calado e que ali ainda existe o conceito de vizinhança. Seguramente que foi essa solidariedade que levou ao telefonema anónimo a alertar as autoridades para o cheiro nauseabundo que vinha do apartamento. Dois anos depois. Leio, dias depois, que as filhas pediram a trasladação do corpo para Vila Verde (Braga), onde vive a ex-mulher com quem afinal ainda era casado. O cadáver encontrava-se em estado mumificado e foi através do número de série da prótese auditiva que as autoridades o identificaram. Poderia ser a trama de um filme de suspense, mas não. É apenas a realidade. E nesta realidade, a solidão é bem maior do que a vida ou a morte.E bem mais terrível. Este emigrante português que vivia há muitos anos em França, não fez um vídeo caseiro com uma equipa técnica de som e imagem.E, por isso, morreu só, enrolado no seu silêncio, no vazio de uma casa que não conhecia visitas ou palavras amigas. 730 dias sem que alguém desse pela sua falta. Será que alguém o amou em tempos? Será que o seu mau feitio (também referido em algumas notícias) o arredou de todo o convívio humano?Mas há quanto tempo tinha sido a luz cortada naquele andar?Há quanto tempo não se abria aquela porta? Haverá maior miséria do que esta? in Destak 20 10 2009" É, de facto, estranho como é que alguém pode desaparecer assim da vida das pessoas e ninguém dar conta disso. Trata-se de um caso muito triste e que reflecte até que ponto as pessoas se interessam em testemunhar a vida de outras. Podia ser um simples homem sem família, nem amigos, ou já bastante idoso e impossibilitado de sair de casa, mas não. O senhor tinha 62 anos e família. Como estava em França, o mais provável era até ser um emigrante que mandava dinheiro à família e por isso é de estranhar que ninguém, colegas de trabalho, família, nem mesmo os próprios vizinhos não tivessem dado pela falta dele. Desde que vim para a casa onde moro actualmente, já faz quase uns 15 anos, que me lembro da minha vizinha do lado direito. Era uma pessoa extremamente faladora. Quando nos encontrávamos à porta de casa ou quando a minha mãe regava as flores na varanda e ela aparecia ficavam tanto tempo a fazer aquela conversa casual. Os olhares que a minha mãe mandava!! Chegámos ao ponto de fingir que o telefone tocava só para ela se despedir e acabar com a conversa. Que tristeza! Com os anos a passar também notei um certo afastamento da vizinha em relação ao mundo exterior. Apercebi-me que o marido se separou dela, porque simplesmente deixou de aparecer aqui em casa e que ela se tornou esquiva e muito pouco faladora. Quando nos via a entrar em casa, simplesmente soltava um tímido "Boa noite" e esperava que entrássemos em casa para depois ser ela a entrar e abrindo a porta o mínimo possível, talvez temendo que o nosso olhar conspurcasse a sua casa imaculada. Alguém me disse, já não me lembro quem, que ela disse que já não ia ao dentista porque tinha medo de apanhar SIDA. Meu Deus! Imagino como é que devia estar aquela boca… Às vezes, ficava a estudar até muito tarde e ouvia o elevador a chegar, e lá ia ela às 2h ou 3h da manhã a levar o lixo à rua!!?? Isto não é normal!! Mas o que é que a minha vizinha tem a haver com a história supra-referida? Desde Maio deste ano, deixei de ver a minha vizinha, pelo menos desde que me lembro. Aliás, parece que ninguém põe os pés naquela casa desde essa altura. Até tenho vergonha de dizer isto: acho que nem sequer o correio é recolhido! Não se ouve barulhos vindos da casa, nem luzes! Por isso, sem querer parecer mórbida, acho que existem três hipóteses: 1) Ou ela foi morar com um namorado rico novo (sem comentários) 2) Ou foi morar com algum familiar (altamente improvável) 3) Ou então … bem, enfim... Se por acaso a terceira hipótese fosse válida, o que poderia alguém fazer? O que aconteceria se por acaso ligasse para a polícia pensando o pior e que se viesse a descobrir que ela tirara apenas umas férias sabáticas para o Havai e estava de volta para o início do ano lectivo? Grandes problemas. A única solução será esperar que surja um cheiro nauseabundo ao ponto de ser impossível não deixar de notar. Por isso compreendo que não fosse possível da parte dos vizinhos terem feito nada. É triste, mas como diz a Luísa, "é a realidade", e ela está mais próxima do que imaginamos!! Espero que estas preocupações não sejam mais que meras especulações, mas até lá temos a possibilidade de fazer mais barulho (e não digo que sou eu) e ao menos serão poucos dedos a tocar no número do nosso andar, o que nesta altura da crise da gripe A vem mesmo a calhar. LOL!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

~dAnçAR...~

Descobri este poema lindíssimo sobre dança. Já fui "poeta", mas parece que a inspiração se foi e se recusa a voltar. De qualquer maneira penso que estas palavras traduzem bem o meu sentimento sobre a dança. Aqui fica...
"Danço...
Não apenas por dançar;
Mas por sentir em cada partícula de meu corpo;
As notas de uma música que nunca pára;
Uma música que surge dentro de mim
Cada vez que penso em dança;
Meu corpo ganha uma vida exuberante;
Um brilho que nenhum ser humano tem;
Minhas mãos falam várias línguas;
Que todos conseguem entender;
Meus pés ganham vida como se dançassem sós;
Meu corpo grita; Todas as palavras do meu espírito; Como se eu nunca tivesse falado;
Isso é dançar; Isso é viver a dança; E senti-la cada vez mais;
Isso é apenas dançar."