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bEinG haPpY!!

sábado, 24 de outubro de 2009

~a REaLidadE~

Bem, faz algum tempo que não escrevo nada aqui e por isso decidi exprimir um pensamento que me tem "assombrado" nos últimos, vá lá, meses. Há uns tempos atrás li no jornal Destak uma história da autoria de Luísa Castel-Branco que me deixou a pensar. Dizia o seguinte: "Terça-feira, 20 de Outubro de 2009 Isto sim, é a realidade. José Gomes de Macedo, de 62 anos, que vivia há oito anos em Beauregard, terá morrido há dois anos mas apenas esta semana foi encontrado. "Este foi o momento mais chocante de toda a minha vida diplomática de mais de trinta anos", admitiu o embaixador de Portugal em Paris. A notícia surgiu no Destak bem como em muitos outros jornais. Nos arredores de Paris, numa localidade habitada quase exclusivamente por emigrantes, num andar de um prédio, este homem morreu há 730 dias. Os vizinhos dizem agora que era um homem calado e que ali ainda existe o conceito de vizinhança. Seguramente que foi essa solidariedade que levou ao telefonema anónimo a alertar as autoridades para o cheiro nauseabundo que vinha do apartamento. Dois anos depois. Leio, dias depois, que as filhas pediram a trasladação do corpo para Vila Verde (Braga), onde vive a ex-mulher com quem afinal ainda era casado. O cadáver encontrava-se em estado mumificado e foi através do número de série da prótese auditiva que as autoridades o identificaram. Poderia ser a trama de um filme de suspense, mas não. É apenas a realidade. E nesta realidade, a solidão é bem maior do que a vida ou a morte.E bem mais terrível. Este emigrante português que vivia há muitos anos em França, não fez um vídeo caseiro com uma equipa técnica de som e imagem.E, por isso, morreu só, enrolado no seu silêncio, no vazio de uma casa que não conhecia visitas ou palavras amigas. 730 dias sem que alguém desse pela sua falta. Será que alguém o amou em tempos? Será que o seu mau feitio (também referido em algumas notícias) o arredou de todo o convívio humano?Mas há quanto tempo tinha sido a luz cortada naquele andar?Há quanto tempo não se abria aquela porta? Haverá maior miséria do que esta? in Destak 20 10 2009" É, de facto, estranho como é que alguém pode desaparecer assim da vida das pessoas e ninguém dar conta disso. Trata-se de um caso muito triste e que reflecte até que ponto as pessoas se interessam em testemunhar a vida de outras. Podia ser um simples homem sem família, nem amigos, ou já bastante idoso e impossibilitado de sair de casa, mas não. O senhor tinha 62 anos e família. Como estava em França, o mais provável era até ser um emigrante que mandava dinheiro à família e por isso é de estranhar que ninguém, colegas de trabalho, família, nem mesmo os próprios vizinhos não tivessem dado pela falta dele. Desde que vim para a casa onde moro actualmente, já faz quase uns 15 anos, que me lembro da minha vizinha do lado direito. Era uma pessoa extremamente faladora. Quando nos encontrávamos à porta de casa ou quando a minha mãe regava as flores na varanda e ela aparecia ficavam tanto tempo a fazer aquela conversa casual. Os olhares que a minha mãe mandava!! Chegámos ao ponto de fingir que o telefone tocava só para ela se despedir e acabar com a conversa. Que tristeza! Com os anos a passar também notei um certo afastamento da vizinha em relação ao mundo exterior. Apercebi-me que o marido se separou dela, porque simplesmente deixou de aparecer aqui em casa e que ela se tornou esquiva e muito pouco faladora. Quando nos via a entrar em casa, simplesmente soltava um tímido "Boa noite" e esperava que entrássemos em casa para depois ser ela a entrar e abrindo a porta o mínimo possível, talvez temendo que o nosso olhar conspurcasse a sua casa imaculada. Alguém me disse, já não me lembro quem, que ela disse que já não ia ao dentista porque tinha medo de apanhar SIDA. Meu Deus! Imagino como é que devia estar aquela boca… Às vezes, ficava a estudar até muito tarde e ouvia o elevador a chegar, e lá ia ela às 2h ou 3h da manhã a levar o lixo à rua!!?? Isto não é normal!! Mas o que é que a minha vizinha tem a haver com a história supra-referida? Desde Maio deste ano, deixei de ver a minha vizinha, pelo menos desde que me lembro. Aliás, parece que ninguém põe os pés naquela casa desde essa altura. Até tenho vergonha de dizer isto: acho que nem sequer o correio é recolhido! Não se ouve barulhos vindos da casa, nem luzes! Por isso, sem querer parecer mórbida, acho que existem três hipóteses: 1) Ou ela foi morar com um namorado rico novo (sem comentários) 2) Ou foi morar com algum familiar (altamente improvável) 3) Ou então … bem, enfim... Se por acaso a terceira hipótese fosse válida, o que poderia alguém fazer? O que aconteceria se por acaso ligasse para a polícia pensando o pior e que se viesse a descobrir que ela tirara apenas umas férias sabáticas para o Havai e estava de volta para o início do ano lectivo? Grandes problemas. A única solução será esperar que surja um cheiro nauseabundo ao ponto de ser impossível não deixar de notar. Por isso compreendo que não fosse possível da parte dos vizinhos terem feito nada. É triste, mas como diz a Luísa, "é a realidade", e ela está mais próxima do que imaginamos!! Espero que estas preocupações não sejam mais que meras especulações, mas até lá temos a possibilidade de fazer mais barulho (e não digo que sou eu) e ao menos serão poucos dedos a tocar no número do nosso andar, o que nesta altura da crise da gripe A vem mesmo a calhar. LOL!!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

~dAnçAR...~

Descobri este poema lindíssimo sobre dança. Já fui "poeta", mas parece que a inspiração se foi e se recusa a voltar. De qualquer maneira penso que estas palavras traduzem bem o meu sentimento sobre a dança. Aqui fica...
"Danço...
Não apenas por dançar;
Mas por sentir em cada partícula de meu corpo;
As notas de uma música que nunca pára;
Uma música que surge dentro de mim
Cada vez que penso em dança;
Meu corpo ganha uma vida exuberante;
Um brilho que nenhum ser humano tem;
Minhas mãos falam várias línguas;
Que todos conseguem entender;
Meus pés ganham vida como se dançassem sós;
Meu corpo grita; Todas as palavras do meu espírito; Como se eu nunca tivesse falado;
Isso é dançar; Isso é viver a dança; E senti-la cada vez mais;
Isso é apenas dançar."

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

~32Pi... a oRigEM ...~

AVISO A QUEM PRETENDER LER ESTE POST!
CONTEÚDO ALTAMENTE PREJUDICIAL À SANIDADE MENTAL DO LEITOR!!
Apercebi-me que ainda não expliquei o porquê deste título para o meu blogue. Para os mais atentos hão-de reparar que também pertence à minha "assinatura" do messenger. Foi de lá que retirei a ideia. Quando souberem o que quer dizer e de onde veio vão achar "Meu Deus! Mas a miúda é parva ou quê?" Pois 32Pi não tem nada a haver com matemática apesar de andar num curso relacionado com a mesma e deve ser lido em inglês:
Free to pee Disse-vos que era ridículo, mas achei piada. Essa frase foi retirada de um filme que gosto muito e que de certa forma tem um bocado a haver comigo. Chama-se "O segredo de Terabítia" ou em inglês "Bridge to Terabithia". Aconselho vivamente a que o vejam, mas é um bocado triste por isso se não estiverem com essa disposição guardem-no para outra altura. É a história de um rapaz que vive com algumas dificuldades e que conhece a sua nova vizinha e juntos embarcam numa viagem imaginária para um território desconhecido com monstros e criaturas esquisitas. É mesmo muito giro! A frase surge quando uma rapariga na escola os impede de usar o WC se não pagarem o que lhe é devido e as crianças revoltam-se contra ela gritando "32Pi!". Gostei da frase e pelo facto dela poder ser escrita desta maneira. E porque também sou a favor da iniciativa de que deve ser permitido poder satisfazer estas necessidades fisiológicas sem pagar. Por exemplo em Amesterdão para aceder ao WC público temos de pagar 50 cêntimos!! Enfim… Fica aqui a explicação esperando que seja suficientemente esclarecedora apesar de como eu avisei ser também bastante ridícula. LOL =)

~fUi paRa fORa, Lá ForA~

Há bastante tempo que aqui não ponho nada, mas a causa de tal ter acontecido deve-se meramente ao facto de ter viajado nesta passada semana para Amesterdão, na Holanda. Não quero contar os detalhes da viagem, deixo isso para o meu outro blogue, de viagens (arewethereyet-ineedtopee.blogspot.com).

Queria apenas salientar que Amesterdão é uma cidade lindíssima e que vale a pena visitar sem dúvida. Nela é possível encontrar três

X (sexo)

X (drogas)

X (álcool)

para além de que apresenta uma arquitectura espectacular e muitíssimo interessante.

O facto de toda ela ser atravessada por canais torna-a numa cidade extremamente romântica, à semelhança de Veneza (apesar de nunca lá ter ido é essa a ideia que tenho). Por outro lado, nunca vi tanta bicicleta junta em toda a minha vida. É mesmo fantástico. Eu adoro andar de bicicleta e desde pequena que tive vontade no Parque dos Índios (já lá vão alguns aninhos), de andar num triciclo oou bicicleta e percorrer as ruas com sinais, semáforos e passadeiras como se fossemos um carro. Ao tirar a carta vi um pouco dessse meu desejo concretizado, mas andar numa cidade de bicicleta com circulação própria para as mesmas é demais. Eu adorei imenso aquilo e fiquei com muita vontade de lá voltar. Aliás ver aquilo deu-me vontade de fazer o mesmo cá em portugal, nomeadamente na grande Lx. Não é bem a mesma coisa, porque Lx não é propriamente uma cidade plana, mas pelo menos ir e voltar da faculdade de bicleta, para além de fazer exercício, também contribuo para não poluir o ambiente. Vamos a ver se consigo cumprir isso. Por essa razão fiquei com uma vontade enorme de ter uma bicicleta, nomeadmente uma pasteleira. Têm o guiador mais alto para andarmos dieritos, selim mais largo para ser mais confortável, um cesto (ou não) à frente e uma coisa cujo nome desconheço para pôr atrás e que permite levar objectos na traseira da bicicleta ou pessoas à pala.

Neste momento voltei para o Baleal, onde está um tempo fantástico mas por ser Setembro já não se vêem tantas pessoas e por muito que me agrade ter a praia só para mim causa-me um sentimento de nostalgia por ver que o Verão já passou e não volta atrás. Adorei estas férias (talvez as últimas decentes nos próximos tempos) e não queria nada que acabassem. É um sossego isto aqui. Como sempre não consegui concretizar metade das coisas a que me propus fazer nestas férias. Mas o que conta é que descansei e me diverti imenso. Acima de tudo fiz o que podia para poder recordar mais um verão na minha vida. É muito importante para mim registar os acontecimentos, mas mais importante que isso quero que as pessoas que os viveram comigo guardem também na memória os bons momentos passados.

Prometo voltar mais tarde com (espero eu) mais novidades interessantes. Se não das férias, que sejam da faculdade. Ciao.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

~a LinGuagEm dO coRpO~

Recentemente comprei um livro muito interessante sobre a linguagem corporal. Nunca me tinha apercebido da quantidade enorme de coisas que dizemos sem querer sem sequer mexer os lábios. Lendo algumas partes do mesmo aprendi como me devo comportar em reuniões ou entrevistas mais formais, ou seja, o que posso ou não devo fazer nessas situações. Muitas coisas já são intuitivamente sabidas, porém outras, nomeadamente em relação ao sexo masculino são deveras... curiosas.
Algo que sempre me intrigou foi a obsessão dos homens e das mulheres por algumas partes da fisionomia do corpo humano e também isso é explicado no livro. Uma teoria simples (não quer dizer verdadeira) mas que acredito que possa fazer sentido.
Também é engraçado ver a linguagem corporal aplicada na arte da sedução, pois, quer acreditem ou não, e por mais estúpido que possa parecer, resulta!!! É extremamente engraçado de aplicar, quer seja com a orientação do corpo, as mãos, as pernas, a cabeça, os olhos, os lábios, o pescoço, os pulsos, os ombros... o ser humano é uma máquina fantástica!!!
PS: Fica aqui como referência: Allan e Barbara Pease, Linguagem Corporal, Bizâncio

~somEwHeRe ovER tHe raiNBoW...~

Já não se entende nada deste tempo. Hoje é 3ª feira (aliás 4ª feira, mas ainda não fui dormir por isso não conta) e desde 5ª feira passada que não se vê nem um raiozinho de sol aqui no Baleal. Mas que raio se passa com este tempo? Há muito que já se foram as 4 estações, por Portugal ou temos frio gélido ou calor tórrido.
Anda uma pessoa a trabalhar (para o bronze) e não consegue!! As ideias de coisas para fazer em casa vão-se esgotando ao ponto de até decidirmos surfar com pinguinhos de chuva. Que decadente!
A culpa disto não é (até que enfim!) do governo, mas sim da perigosa espécie "homo sapiens" que vagueia pela Terra. É tanto perigosa para o mundo como para si própria. Irrita-me a falta de consideração que as pessoas têm pelo ambiente, e a título de exemplo veja-se os carros cuja nuvem de fumo preto os persegue que vão intoxicando quem vem atrás descansado e a desfrutar de uma agradável brisa proveniente do AC. Ou então a situação ridícula que vi no outro dia na praia em que a sra. encarregue de recolher o lixo misturou o lixo para reciclar com o lixo indiferenciado. Acham isto normal? e querem que o país ande para a frente!!
É verdade que não sou nenhuma santa, mas há certas coisas que se podem evitar. Em vez de se pensar pela negativa que somos "apenas uma gotinha no oceano" deve-se optar pelo pensamento positivo lembrando que "migalhas também são pão" e devemos unir-nos todos em prol de um mundo melhor!
Não pretendia escrever um discurso de candidata a Miss Portugal, apenas escrevo uns rabiscos sem olhar muito para trás (perdoem-me se for muito repetitiva), desabafando sobre um tema que me preocupa bastante. Não gostaria que daqui a 40 anos o custo da água, essencial para a vida, subisse para um valor "exponencialmente" exorbitante, impossibilitando a muitos "humanos" consumi-la.
Vamos lá a controlarmo-nos gente, se pensarem que ao andarem mais um pouco para deitar o papel no lixo estão a queimar gordura então já vale bem a pena. Pensem só no que pouparão com o ginásio?? LoLoL!!

sábado, 15 de agosto de 2009

~ThE bEginNinG~

Sempre me disseram que os príncipes encantados não existiam e que eu tinha de fazer algo se quisesse conhecer o amor. Ou seja, não ficar de braços cruzados à espera que me caíssem ao colo. Pois deixem que lhes diga que isso não é totalmente verdade. Apesar de na sociedade hoje em dia as mulheres serem mais emancipadas, a meu ver, há coisas que nunca mudam. O cavalheirismo permanece... felizmente.
Quanto a mim, simplesmente me apaixonei e tive a sorte de ser correspondida. É verdade que não foi amor à primeira vista, mas também não foi nada forçado. Apenas aconteceu e não fiz nada, bem, quase nada, para encontrar um namorado. O "quase nada" significa que apenas proporcionei ocasiões e momentos que me fizessem perceber se também era ou não correspondida. E não me custou nada porque estar com ele era um prazer para mim. Claro que ajuda se tivermos uma fada madrinha, como não podia deixar de ser no meu conto de fadas, e eu tive a sorte de poder contar com duas!! Por isso, deixo aqui a mensagem que continuem a acreditar, o amor acontece e pode surgir em qualquer lugar. E o melhor de tudo, estar apaixonados, mesmo quando não correspondidas, torna-nos mais bonitas. LOL!!

~dE féRiaS~

Já passou um mês desde que aqui escrevi e como tenho recebido muitas críticas de que é fraquinho vou tentar pôr a conversa em dia.
Já estou de férias desde da 21 de Julho. A época de exames foi muito complicada porque, diga-se a verdade, não consegui estudar o suficiente durante o semestre devido à carga de trabalhos. Sempre fui uma pessoa muito organizada e custa-me não ser capaz de me manter organizada. Sei que digo isto todos os semestres, mas para o próximo tenho mesmo de me aplicar se não me quiser sentir burra aos olhos do... chamemos-lhe P.
O 5º ano da faculdade já não é brincadeira e quero mesmo ser alguém na vida, alguém que marque a diferença. Posso não o conseguir, que é talvez o mais provável, mas assim ninguém pode dizer que não tentei.
A novidade mais importante vem relacionada com o dia 4 de Julho. Esta data marca o início de algo com que eu sempre esperei e que se tem revelado muito mais do que sonhei. EU TENHO UM NAMORADO, que apartir de agora se vai chamar P!! Sou uma pessoa muito sonhadora e adoro contos de fadas (quem me conhece já não suporta ouvir-me falar na Disney) e sempre ansiei por sentir aquelas características borboletas no estômago. Ora, foi exactamente isso que senti quando "conheci" o P. Digo "conheci" porque na realidade já o conhecia há mais tempo, mas só recentemente é que os meus sentimentos por ele se desenvolveram. Ele é simplesmente espectacular!! Nem consigo acreditar na sorte que tive. A MIM, ele escolheu-me a MIM! E eu gosto tanto dele! Do pouco tempo que estivemos juntos consigo ver que ele também gosta de mim, com todos os meus defeitos e manias, e as pequenas coisas que ele faz como: secar-me o cabelo, arrumar a loiça, ajudar na cozinha, limpar os quartos, abraçar-me quando tenho frio, as surpresas... que parecem ser de ppouca importância são, pelo contrário, "coisas" que fazem crescer a nossa relação.
Agora tenho de esperar um tempo incerto, talvez 10 dias, até o voltar a ver. Até hoje não sabia o significado da expressão
ABSENCE MAKES THE HEART GROW FONDER

(or maybe forgotten)

mas agora finalmente compreendo.

Bem, hoje está muito mau tempo, até chove, o que representa um pouco o meu estado de espírito por estar longe do P. Sei que ele sente tanto a minha falta como eu sinto a dele. O sorriso, o cheiro e o olhar dele tornaram-se uma constante na minha vida que por breves momentos desapareceu, mas a certeza de que voltaremos a estar juntos permanece e dá-me forças para esperar.

Keep an eye at the horizon...